HerniaDeDiscoImagem1Creio que a principal dúvida do paciente seja justamente a origem ou a causa da hérnia. Dados da literatura científica apontam que os genes são fundamentais na explicação do surgimento desta patologia.  Da mesma forma que a cor de seus olhos a hérnia de disco se desenvolve através de informações contidas no gene celular. Fatores mecânicos (trabalho com vibração), bem como fatores ambientais (tabagismo), podem contribuir para o processo de formação da hérnia discal. 

Segundo dados epidemiológicos, a hérnia discal sintomática é mais comum entre os adultos jovens, entre 30 e 50 anos, sendo duas vezes mais frequente no sexo masculino. O impacto socioeconômico atribuído à hérnia de disco é exorbitante, sendo a principal causa de afastamento do trabalho.

Há grande esperança na condução do tratamento da hérnia por ser tratar de um quadro autorresolutivo. Estima-se que mais de 90% dos casos sejam passíveis de tratamento conservador, ou seja, sem necessidade de procedimentos invasivos. O diagnóstico geralmente é clínico e de certa forma  simples. Quando solicitados, os exames complementares, como raio-x e ressonância, trazem informações e detalhes importantes para melhor definição do plano terapêutico.

O tratamento conservador é amplo e pode englobar desde ingestão de analgésicos simples e antiinflamatórios, fisioterapia, mudança de hábitos de vida, pilates, atividade física. Através da anamnese e exame clínico, o médico é capaz de prescrever o tratamento adequado à necessidade de cada indivíduo, tendo em vista a idade e reserva fisiológica de cada um.

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Na falha do tratamento conservador, que é a minoria dos casos, temos de pensar no tratamento cirúrgico. Quando indicada em tempo hábil e com critério, a cirurgia tem alta resolutividade e traz grande alívio aos sintomas do paciente.


Quanto as técnicas cirúrgicas, o padrão ouro é a discectomia simples com auxílio de microscópio. Existem outras modalidades como opção à discectomia simples. Há um grande avanço no âmbito das cirurgias minimamente invasivas e endoscópicas. Tratam-se de técnicas, que em teoria, podem reduzir a morbidade e agressividade cirúrgica e diminuir o período de recuperação do paciente.